Manchester City vence o Manchester United com um a menos e Haaland decide o clássico em Old Trafford



O Manchester City mostrou força, organização e enorme capacidade de resistência neste domingo, 13 de setembro de 2026, ao derrotar o Manchester United por 1 a 0, em Old Trafford, pela quarta rodada da Premier League. Em um dos clássicos mais aguardados do futebol inglês, os Citizens precisaram atuar durante mais de uma hora com um jogador a menos, mas conseguiram suportar a pressão dos donos da casa e encontrar o gol da vitória no segundo tempo.

O responsável por decidir o Derby de Manchester foi novamente Erling Haaland. O atacante norueguês marcou aos 60 minutos, chegou ao seu nono gol contra o Manchester United e ficou a apenas um gol de igualar o recorde histórico de gols de Francis Lee e Joe Hayes no clássico. O resultado também manteve o Manchester City com 100% de aproveitamento depois de quatro rodadas da competição.

City começa melhor, mas United cresce no clássico

A atmosfera em Old Trafford era de um verdadeiro jogo de decisão. O Manchester United precisava de uma resposta depois de um começo irregular de Premier League, enquanto o Manchester City entrou em campo buscando manter sua campanha perfeita.

Nos primeiros minutos, o City demonstrou tranquilidade com a bola e procurou explorar principalmente os espaços pelos lados do campo. Antoine Semenyo criou uma das primeiras oportunidades importantes da partida ao aproveitar um erro de Diogo Dalot. O atacante conseguiu tomar a bola do lateral do United e tentou encontrar Haaland dentro da área, mas não conseguiu realizar o passe final da maneira necessária.

O jogo, porém, mudaria completamente aos 23 minutos.

Expulsão de Phil Foden muda a partida

O grande momento do primeiro tempo aconteceu aos 23 minutos. Phil Foden acabou recebendo cartão vermelho direto após uma reação a uma entrada de Bruno Fernandes.

O lance provocou muita discussão. De acordo com os relatos da partida, Bruno Fernandes havia atingido Foden enquanto o jogador do City estava caído, e o inglês reagiu com um movimento considerado violento pela arbitragem. Michael Oliver não hesitou e mostrou o cartão vermelho.

A decisão gerou protestos dos jogadores do Manchester City, que consideraram que Bruno também deveria ter sido punido pelo lance que antecedeu a reação de Foden. A expulsão obrigou Enzo Maresca a reorganizar imediatamente sua equipe.

Mesmo com dez jogadores, entretanto, o City não entrou em pânico. A equipe passou a atuar de maneira mais compacta, formando uma estrutura defensiva mais próxima de um 4-4-1 quando estava sem a bola.

A situação parecia perfeita para o Manchester United assumir completamente o controle, mas os donos da casa encontraram dificuldades para transformar a superioridade numérica em domínio efetivo.

Rashford acerta a trave antes do intervalo

O Manchester United teve uma das melhores oportunidades do primeiro tempo já perto do intervalo.

Marcus Rashford cobrou uma falta de longa distância com muita qualidade. A bola passou pela barreira e ganhou uma trajetória venenosa, obrigando Gianluigi Donnarumma a acompanhar atentamente a cobrança.

O chute acabou encontrando a trave direita do goleiro italiano. Foi uma das melhores oportunidades do United durante o clássico e deixou evidente que o City poderia sofrer se os donos da casa aumentassem a pressão no segundo tempo.

Apesar disso, o primeiro tempo terminou sem gols.

Manchester United 0 x 0 Manchester City.

United volta pressionando no segundo tempo

O início da segunda etapa foi o melhor momento do Manchester United na partida.

A equipe de Michael Carrick percebeu que precisava aproveitar imediatamente a vantagem de ter um jogador a mais e começou a pressionar o Manchester City mais perto de sua própria área.

Aos 51 minutos, Kobbie Mainoo teve uma oportunidade enorme. O meio-campista recebeu em uma boa posição e finalizou, mas a bola novamente encontrou a trave do Manchester City.

Pouco depois, Matheus Cunha também apareceu em uma jogada perigosa, aumentando a sensação de que o gol do United poderia estar próximo.

O Manchester City, entretanto, mostrou uma característica que acabou sendo decisiva: organização defensiva.

Marc Guéhi e Rúben Dias fizeram uma partida muito segura no centro da defesa, bloqueando espaços e evitando que o United transformasse sua vantagem numérica em uma sequência de oportunidades claras. Donnarumma também foi importante quando precisou intervir.

Haaland aparece e marca o gol da vitória

Quando o Manchester United parecia estar no controle da partida, o Manchester City encontrou o momento perfeito para atacar.

Aos 60 minutos, Joško Gvardiol avançou pelo lado esquerdo e fez o cruzamento para a área. A bola sofreu um desvio em um jogador do Manchester United e acabou viajando em direção à segunda trave.

Haaland apareceu no lugar certo.

O norueguês ajustou o corpo rapidamente e finalizou de primeira, com enorme qualidade, colocando a bola sobre o goleiro Lammens e fazendo Manchester United 0, Manchester City 1.

O gol inicialmente foi anulado por impedimento. Haaland parecia estar ligeiramente à frente da linha defensiva, e a arbitragem precisou aguardar uma longa revisão do VAR.

Depois da análise das imagens, entretanto, o gol foi confirmado.

O VAR considerou que a posição de Patrick Dorgu mantinha Haaland em condição legal. Também houve análise sobre a participação de Enzo Fernández, que estava em posição de impedimento, mas não tocou na bola. A decisão acabou sendo pela validação do gol.

Assim, Haaland colocou o City na frente e fez história mais uma vez no Derby de Manchester.

Gvardiol dá a assistência para Haaland

O gol também teve participação fundamental de Joško Gvardiol.

O lateral/zagueiro avançou pelo lado esquerdo e produziu o cruzamento que originou a finalização do atacante norueguês. Como a bola sofreu um desvio antes de chegar a Haaland, algumas descrições classificam a jogada como um cruzamento desviado, mas Gvardiol foi o jogador responsável pela ação que criou o gol.

Haaland, por sua vez, demonstrou novamente uma de suas principais características: posicionamento.

Mesmo em uma partida complicada, com seu time atuando com dez jogadores e o United pressionando, o atacante encontrou espaço na área e precisou de apenas uma oportunidade clara para decidir.

Foi seu nono gol em oito aparições pela Premier League contra o Manchester United, além de ser o nono gol de sua carreira em Manchester Derbies.

Enzo Fernández quase amplia

Depois de sofrer o gol, o Manchester United precisava reagir rapidamente.

Mas foi o Manchester City quem voltou a criar uma oportunidade enorme.

Aos 68 minutos, Haaland encontrou Enzo Fernández em espaço na entrada da área. O argentino recebeu e tentou uma finalização colocada, buscando o canto.

O goleiro Lammens conseguiu tocar na bola, que ainda bateu na trave.

Foi uma oportunidade que poderia ter transformado o placar em 2 a 0 e praticamente encerrado o clássico.

O lance mostrou algo curioso sobre a partida: mesmo com dez jogadores, o City conseguiu encontrar espaços para atacar e chegou a ameaçar ampliar sua vantagem.

Donnarumma salva o Manchester City no fim

Nos minutos finais, o Manchester United tentou aumentar a pressão.

A equipe procurou bolas aéreas, cruzamentos e jogadas individuais para tentar encontrar o empate. Harry Maguire chegou a assustar em uma cabeçada após cobrança de escanteio, enquanto Bruno Fernandes também tentou levar perigo de fora da área.

Mas Donnarumma estava preparado.

A defesa mais importante do goleiro aconteceu já nos acréscimos. Bruno Fernandes encontrou Bryan Mbeumo com um passe em profundidade, deixando o atacante em boa posição para finalizar.

Mbeumo bateu forte, mas Donnarumma apareceu com uma defesa espetacular, desviando a bola por cima do gol.

Foi uma intervenção fundamental para garantir os três pontos do Manchester City.

Manchester City mostra maturidade mesmo com dez jogadores

Um dos principais aspectos da vitória do City foi a capacidade da equipe de não perder a organização depois da expulsão de Foden.

Em condições normais, jogar mais de uma hora com dez jogadores em Old Trafford seria uma situação extremamente complicada. O City, porém, conseguiu diminuir os espaços, proteger sua área e controlar diferentes momentos do jogo.

Elliot Anderson foi um dos destaques. O meio-campista ganhou importância principalmente depois da expulsão de Foden, ajudando o City a manter equilíbrio no setor central.

Guéhi e Rúben Dias também tiveram atuação fundamental na defesa, enquanto Donnarumma apareceu nos momentos decisivos.

A equipe não apenas resistiu: em determinados períodos do segundo tempo, conseguiu controlar a posse e impedir que o United transformasse a superioridade numérica em pressão contínua.

Manchester United desperdiça uma grande oportunidade

Para o Manchester United, a derrota representa uma enorme frustração.

A equipe teve mais de 67 minutos com um jogador a mais, jogou em casa e ainda criou oportunidades para marcar. Rashford acertou a trave, Mainoo também encontrou o poste e Mbeumo teve uma oportunidade muito perigosa nos minutos finais.

O principal problema foi a dificuldade para transformar essas chances em gols.

Depois da expulsão de Foden, esperava-se que o United colocasse o Manchester City sob pressão constante. Isso aconteceu apenas em alguns momentos.

O time de Michael Carrick também encontrou enormes dificuldades para entrar na área adversária com a bola dominada. Em muitos momentos, a equipe recorreu a cruzamentos e bolas longas, facilitando o trabalho dos defensores do City.

Segundo o próprio Manchester City, o United terminou a partida com apenas três finalizações no alvo.

Um resultado que aumenta a pressão sobre Carrick

A derrota também aumenta a pressão sobre Michael Carrick.

Depois de quatro rodadas, o Manchester United soma apenas quatro pontos e aparece na parte inferior da tabela. O início da campanha contrasta fortemente com o Manchester City, que chegou a quatro vitórias consecutivas no campeonato.

O cenário é ainda mais frustrante para os torcedores do United porque a equipe teve uma vantagem numérica durante a maior parte do clássico e, mesmo assim, terminou derrotada.

A derrota não pode ser explicada apenas pela expulsão de Foden ou pelo gol polêmico de Haaland. O United teve tempo suficiente para reagir e criar uma pressão maior.

O resultado deixa uma pergunta importante para Carrick: como fazer o Manchester United transformar posse, superioridade numérica e oportunidades em resultados?

Haaland continua sendo o carrasco do United

Mais uma vez, Erling Haaland mostrou por que é um dos jogadores mais perigosos da Premier League.

O atacante não precisou de muitas oportunidades. Quando surgiu a chance, ele finalizou com precisão e frieza.

Seu gol também possui peso histórico. Haaland chegou aos nove gols contra o Manchester United e está agora a apenas um dos maiores artilheiros do Manchester City no Derby.

O norueguês ainda conseguiu fazer isso em uma partida na qual seu time jogou grande parte do confronto com um jogador a menos.

Foi exatamente o tipo de atuação que diferencia um grande centroavante: esperar, atacar o espaço e decidir quando a oportunidade aparece.

Manchester é azul novamente

O apito final confirmou a vitória do Manchester City por 1 a 0.

O resultado mantém os Citizens com campanha perfeita na Premier League: quatro partidas e quatro vitórias. O City soma 12 pontos e continua na briga direta pela liderança, enquanto o United permanece com quatro pontos.

Mais do que os números, porém, o clássico deixa uma mensagem clara.

O Manchester City foi colocado em uma situação extremamente difícil depois da expulsão de Phil Foden. Mesmo assim, a equipe não perdeu a cabeça. Defendeu com organização, encontrou seu principal atacante no momento decisivo e contou com grandes intervenções de Donnarumma.

O Manchester United, por outro lado, terá muito a explicar. Jogar em Old Trafford, ter um jogador a mais por mais de uma hora e ainda assim perder o Derby é um resultado que certamente aumentará as cobranças sobre o elenco e a comissão técnica.

No fim, Haaland fez a diferença, Gvardiol participou diretamente da jogada do gol, Donnarumma salvou o City nos momentos decisivos e a defesa dos Citizens resistiu à pressão.

O Manchester City venceu por 1 a 0, conquistou mais três pontos e saiu de Old Trafford com uma vitória que pode ter enorme importância na disputa pelo título.

O clássico de Manchester, mais uma vez, terminou pintado de azul.

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