Atlético de Madrid 2026/27: reforços, turbulências e o desafio de Simeone para recolocar o clube entre os protagonistas
O Atlético de Madrid começou a temporada 2026/27 cercado por expectativas elevadas. Depois de mais uma reformulação no elenco, o clube comandado por Diego Simeone entrou no novo campeonato com a missão de competir em alto nível na Espanha e na Europa, mas encontrou obstáculos que ultrapassam os limites do campo.
A equipe apresentou oscilações nas primeiras rodadas, enfrentou dificuldades ofensivas, perdeu uma de suas principais referências durante parte da preparação e precisou administrar uma crise envolvendo Julián Álvarez, cujo desejo de deixar o clube não se concretizou.
Entretanto, os resultados mais recentes mudaram o ambiente. As vitórias consecutivas sobre Real Sociedad, Osasuna e Real Madrid demonstraram que o Atlético possui capacidade de reação e recursos para enfrentar adversários de grande porte.
A questão central agora é saber se essa recuperação representa uma transformação consistente ou apenas uma resposta momentânea diante de um calendário exigente.
O início da temporada: resultados que expuseram a irregularidade
O Atlético estreou oficialmente em 19 de agosto, vencendo o Málaga por 2 a 0. Na rodada seguinte de LaLiga, empatou em casa por 2 a 2 com o Villarreal, resultado que já indicava a necessidade de ajustes defensivos e maior controle das partidas.
A equipe se recuperou diante do Sevilla, vencendo por 3 a 1 fora de casa em 29 de agosto. Porém, a derrota por 3 a 0 para o Athletic Club, em Bilbao, voltou a expor a instabilidade do time.
Naquele momento, o Atlético apresentava uma campanha de altos e baixos, alternando boas atuações com partidas em que encontrava dificuldades para criar e reagir.
A situação ganhou contornos mais preocupantes na estreia da Champions League. Em 9 de setembro, os espanhóis perderam por 2 a 1 para o Liverpool, em Anfield.
O Atlético chegou a abrir o placar com Marcos Llorente, após assistência de Julián Álvarez, mas permitiu a reação inglesa e acabou derrotado. A partida evidenciou que a equipe conseguia competir durante determinados momentos, mas ainda apresentava limitações para sustentar sua intensidade e produção ofensiva ao longo dos 90 minutos.
O problema não era necessariamente a ausência de organização, característica tradicional das equipes de Simeone. A dificuldade estava em transformar organização em domínio territorial, volume ofensivo e capacidade de sustentar o resultado.
Até aquele momento, a campanha apresentava cinco partidas oficiais, com duas vitórias, um empate e duas derrotas. O saldo de gols também revelava uma equipe que precisava encontrar maior equilíbrio entre defesa e ataque.
A reação começou fora de casa contra a Real Sociedad
Depois das derrotas para Athletic Club e Liverpool, o Atlético precisava de uma resposta imediata.
Ela veio em 13 de setembro, diante da Real Sociedad, em San Sebastián. O time venceu por 3 a 0 e apresentou uma atuação mais segura, recuperando confiança antes de retornar ao Riyadh Air Metropolitano.
A vitória foi importante não apenas pelos três pontos, mas pelo contexto. O Atlético precisava demonstrar que não havia perdido sua capacidade competitiva depois de um começo irregular.
O triunfo também ajudou a aliviar a pressão sobre Simeone, que vinha sendo questionado pela dificuldade de encontrar uma formação ofensiva consistente.
Em seguida, o time goleou o Osasuna por 4 a 0, em 16 de setembro. A sequência de resultados mostrou uma equipe mais agressiva, eficiente e capaz de resolver partidas sem depender exclusivamente de momentos individuais.
Ainda assim, é necessário evitar conclusões precipitadas. Vencer duas partidas consecutivas não elimina automaticamente os problemas identificados anteriormente.
A recuperação precisava ser confirmada diante de um adversário de maior exigência, e o calendário ofereceu justamente essa oportunidade.
O dérbi contra o Real Madrid: uma vitória que muda o ambiente
O jogo mais importante do Atlético até o momento aconteceu no domingo, 20 de setembro.
Diante do Real Madrid, o time de Simeone venceu por 2 a 1, em casa, conquistando um resultado de grande peso esportivo e emocional.
O dérbi representou mais do que três pontos. Foi uma demonstração de competitividade contra um dos principais candidatos às disputas nacionais e um momento capaz de fortalecer a confiança do elenco.
Depois de um início marcado por oscilações, vencer o rival pode funcionar como um divisor de águas na temporada.
A grande questão, porém, será a capacidade de manter esse nível de intensidade e concentração contra adversários de menor expressão e em partidas nas quais o Atlético precisará propor mais o jogo.
Uma equipe que pretende disputar títulos não pode depender apenas da motivação dos grandes confrontos.
O resultado contra o Real Madrid reforçou a percepção de que o Atlético continua possuindo ferramentas para enfrentar equipes de alto nível. Entretanto, a verdadeira evolução será medida pela regularidade apresentada nas próximas semanas.
Os reforços: Simeone ganhou alternativas em praticamente todos os setores
O Atlético investiu aproximadamente 123 milhões de euros no mercado de verão, segundo levantamento publicado pelo bet365 em 2 de setembro.
A reformulação trouxe jogadores para posições diferentes e procurou corrigir algumas deficiências identificadas no elenco anterior.
Entre os principais reforços estão Morten Hjulmand, Kang-in Lee, Cristian Romero, Alejandro Grimaldo e Jonathan David.
Hjulmand chegou do Sporting CP por aproximadamente 40 milhões de euros. O dinamarquês oferece intensidade, força física, capacidade de recuperação de bola e equilíbrio ao meio-campo.
Sua presença pode ser fundamental para proteger a defesa e permitir que outros jogadores atuem com maior liberdade. O Atlético precisava de um meio-campista capaz de contribuir tanto na marcação quanto na circulação da bola, e o perfil do jogador se encaixa nessa necessidade.
Kang-in Lee, contratado do Paris Saint-Germain por cerca de 35 milhões de euros, acrescenta criatividade, mobilidade e capacidade de atuar entre linhas.
O sul-coreano pode ajudar a equipe a encontrar soluções contra adversários que se defendem em bloco baixo, situação frequente no futebol espanhol. Sua habilidade técnica também oferece uma alternativa para acelerar a construção ofensiva.
Cristian Romero, vindo do Tottenham por aproximadamente 33 milhões de euros, reforça o sistema defensivo.
O argentino acrescenta agressividade na marcação, capacidade de antecipação e experiência em partidas de alto nível. Sua chegada pode elevar a competitividade da última linha e oferecer mais opções a Simeone durante uma temporada com calendário intenso.
Alejandro Grimaldo, contratado do Bayer Leverkusen por cerca de 15 milhões de euros, oferece qualidade técnica, cruzamentos e participação ofensiva pelo lado esquerdo.
Sua presença pode ampliar as possibilidades de construção pelas laterais, especialmente em partidas nas quais o Atlético precisa atacar com maior frequência.
Já Jonathan David, que chegou da Juventus por empréstimo, amplia as alternativas ofensivas.
O canadense oferece mobilidade, movimentação sem bola e presença na área. Sua contratação pode ser importante para reduzir a dependência de um único perfil de atacante e permitir diferentes combinações no setor ofensivo.
O que os reforços revelam sobre o planejamento?
O perfil das contratações indica uma tentativa de equilibrar o elenco.
Hjulmand e Romero acrescentam intensidade e capacidade defensiva. Grimaldo oferece qualidade pelo lado esquerdo. Kang-in Lee aumenta a criatividade, enquanto Jonathan David amplia o repertório ofensivo.
Isso sugere que o Atlético não buscou apenas nomes de impacto, mas jogadores com características complementares.
O desafio de Simeone será transformar essas peças em um sistema funcional.
Contratar bons jogadores não garante automaticamente uma equipe equilibrada. A integração entre os setores, a definição das funções e a adaptação ao modelo de jogo serão determinantes.
O treinador argentino precisará decidir se mantém sua estrutura tradicional ou se promove ajustes para aproveitar melhor o talento disponível.
A chegada de jogadores com características mais criativas pode exigir um Atlético menos dependente de transições rápidas e mais preparado para controlar partidas.
Julián Álvarez: a crise que ultrapassou o aspecto esportivo
Se existe um assunto capaz de alterar o ambiente interno do Atlético nesta temporada, é a situação de Julián Álvarez.
O atacante argentino desejava deixar o clube e tinha o Barcelona como destino preferencial. O Arsenal também apareceu como alternativa durante o mercado, mas nenhuma negociação foi concluída.
Com o fechamento da janela, o jogador permaneceu em Madri, com contrato até junho de 2030.
O problema é que a permanência não resolveu automaticamente a situação.
Segundo informações publicadas pelo El País, o episódio deixou dificuldades na relação do argentino com a torcida, o clube, Simeone e parte do ambiente interno. A publicação descreveu a necessidade de reconstruir essas relações após uma tentativa de saída que não se concretizou.
Do ponto de vista esportivo, isso representa um desafio delicado.
Julián Álvarez não é um jogador qualquer no elenco. Sua capacidade de pressionar defensores, participar da construção ofensiva, atacar espaços e finalizar faz dele uma peça importante para o Atlético.
Por isso, administrar sua situação exige mais do que simplesmente recolocá-lo entre os titulares.
É necessário reconstruir confiança.
O argentino precisa sentir que continua sendo uma peça importante no projeto esportivo, enquanto o clube e o treinador precisam garantir que o episódio não comprometa o ambiente do vestiário.
A forma como essa relação será conduzida poderá influenciar diretamente o rendimento do Atlético ao longo da temporada.
A ausência de Julián no início do campeonato
O começo da temporada do argentino foi afetado pela preparação tardia e pelos acontecimentos relacionados ao mercado.
De acordo com informações da imprensa esportiva espanhola, Álvarez disputou apenas 33 minutos na segunda rodada, contra o Villarreal, depois de não participar da estreia diante do Málaga.
Na partida contra o Villarreal, chegou a ser vaiado pelo público. Ele também ficou fora do duelo contra o Sevilla e não participou de três sessões de treinamento durante aquele período.
O cenário era complexo.
O jogador precisava recuperar ritmo competitivo, a torcida demonstrava insatisfação, o clube precisava administrar a permanência de um atleta que desejava sair e Simeone precisava manter o vestiário concentrado.
O Atlético, por sua vez, necessitava de gols e soluções ofensivas.
Em uma temporada com LaLiga e Champions League, perder tempo de preparação pode ter consequências importantes.
Além disso, a situação exigia cuidado para que o episódio não se transformasse em uma crise prolongada.
Julián Álvarez precisava voltar a campo em condições adequadas, mas também precisava recuperar a conexão com os torcedores.
O problema físico acrescentou outra dificuldade
Depois da estreia na Champions League contra o Liverpool, Julián Álvarez sofreu uma sobrecarga muscular que o tirou das partidas seguintes contra Real Sociedad e Osasuna.
O problema físico prejudicou a continuidade do atacante justamente quando o Atlético tentava recuperar estabilidade.
É importante separar os dois assuntos. A questão envolvendo seu futuro e a lesão muscular são problemas diferentes, embora tenham ocorrido em um período próximo.
A ausência de Álvarez reduziu as opções de Simeone no ataque e dificultou ainda mais a busca por uma formação ofensiva ideal.
Antes do dérbi contra o Real Madrid, havia expectativa de que ele pudesse retornar e receber minutos. A evolução física alimentou a possibilidade de participação no confronto, embora sua titularidade não estivesse garantida.
Essa recuperação é relevante porque o Atlético precisa de seu atacante em condições físicas e mentais favoráveis.
O argentino tem características que podem fazer diferença em jogos de alta intensidade, principalmente pela capacidade de pressionar, movimentar-se e criar espaços para os companheiros.
Como Simeone pode resolver a questão?
A situação de Julián Álvarez exige uma abordagem esportiva e humana.
O treinador precisa encontrar um equilíbrio entre autoridade, confiança e desempenho.
Uma alternativa é reintegrar o atacante gradualmente, permitindo que recupere ritmo e volte a sentir-se importante dentro do sistema.
Outra possibilidade é utilizá-lo em funções nas quais tenha maior liberdade para se movimentar, aproximar-se dos meias e participar de diferentes fases da construção ofensiva.
O argentino não precisa necessariamente ficar preso à função de centroavante tradicional.
Sua mobilidade pode ser aproveitada para pressionar a saída de bola adversária, atacar espaços entre zagueiros e laterais, aproximar-se de outro atacante, participar da criação de jogadas e aumentar a intensidade ofensiva.
Mas existe um ponto fundamental: a utilização de Álvarez deve ser consequência de sua condição física e de sua integração ao grupo, não apenas uma tentativa de apagar rapidamente a crise.
O Atlético precisa recuperar o jogador sem criar uma dependência excessiva em relação a ele.
Ao mesmo tempo, precisa evitar que a situação se transforme em um problema permanente dentro do elenco.
O ataque ainda precisa provar consistência
Mesmo com goleadas recentes, o Atlético ainda precisa demonstrar que consegue produzir ofensivamente de maneira regular.
A equipe marcou sete gols nas vitórias sobre Real Sociedad e Osasuna, além de dois contra o Real Madrid. Esses resultados mostram evolução no aproveitamento das oportunidades.
Por outro lado, a derrota para o Liverpool expôs a dificuldade de manter ameaça ofensiva durante os 90 minutos.
O Atlético conseguiu competir no primeiro tempo, mas perdeu força no segundo. O problema foi particularmente evidente porque o Liverpool aumentou a pressão e limitou as ações dos espanhóis.
Para disputar títulos, o time precisa evitar oscilações tão grandes.
Uma equipe pode vencer partidas com eficiência defensiva, mas em algum momento precisará criar soluções contra adversários que dominam a posse e controlam o ritmo.
É nesse aspecto que jogadores como Kang-in Lee, Grimaldo e Julián Álvarez podem fazer diferença.
A criatividade de Kang-in Lee, os cruzamentos de Grimaldo e a mobilidade de Álvarez podem oferecer alternativas para um time que, em determinados momentos, sofre quando precisa assumir o protagonismo.
A defesa ganhou reforços, mas precisa de estabilidade
O Atlético tradicionalmente construiu sua identidade sobre organização defensiva, intensidade e disciplina tática.
A chegada de Cristian Romero reforça esse setor e oferece a Simeone mais uma alternativa de alto nível.
Entretanto, a derrota por 3 a 0 para o Athletic Club demonstra que a equipe ainda pode sofrer quando perde o controle do jogo.
O problema defensivo não está necessariamente relacionado apenas à qualidade individual dos zagueiros.
A proteção começa no ataque, passa pelo meio-campo e depende da compactação entre os setores.
Se o time perde a bola e não consegue pressionar imediatamente, os adversários encontram espaços para atacar.
Hjulmand pode ajudar nesse equilíbrio, mas sua adaptação ao sistema será importante.
O Atlético precisa encontrar uma estrutura que permita defender com segurança sem comprometer sua capacidade de atacar.
A chegada de novos jogadores também exigirá tempo para que os mecanismos defensivos sejam assimilados.
Simeone terá de encontrar a combinação ideal entre experiência, intensidade e entendimento tático.
O calendário europeu exige profundidade
A Champions League aumenta significativamente a exigência sobre o elenco.
O Atlético já iniciou sua campanha europeia enfrentando o Liverpool, em Anfield, e saiu derrotado por 2 a 1.
A partida demonstrou que Simeone terá de preparar a equipe para enfrentar adversários com diferentes estilos de jogo.
Na Espanha, o Atlético pode encontrar equipes mais fechadas, que exigem paciência e criatividade.
Na Europa, poderá enfrentar times que pressionam alto, dominam a posse e impõem intensidade física.
Por isso, a profundidade do elenco será determinante.
Os reforços oferecem alternativas, mas o treinador precisará administrar minutos, lesões e adaptações sem perder competitividade.
A situação de Alexander Sørloth, que ficou afastado por lesão muscular no começo do campeonato, também evidenciou a importância de ter opções disponíveis no ataque.
O Atlético não pode depender exclusivamente de um ou dois jogadores para manter seu rendimento ofensivo.
A temporada será longa, e a capacidade de rodar o elenco poderá determinar o desempenho nas fases decisivas das competições.
O que funciona no Atlético até aqui?
Apesar dos problemas, existem sinais positivos na campanha.
A capacidade de reação é um deles. Depois de perder para Athletic Club e Liverpool, o Atlético venceu três partidas consecutivas em LaLiga, incluindo o dérbi contra o Real Madrid.
O potencial do elenco também merece destaque. A chegada de Hjulmand, Romero, Kang-in Lee, Grimaldo e Jonathan David ampliou as possibilidades de Simeone.
A competitividade nos grandes jogos continua sendo uma característica importante. A vitória sobre o Real Madrid demonstra que o time permanece capaz de enfrentar adversários de alto nível.
Além disso, o Atlético mostrou poder de recuperação. A equipe não se desorganizou completamente após a crise envolvendo Julián Álvarez e conseguiu reagir dentro de campo.
Esses fatores ajudam a explicar por que a temporada ainda está aberta a diferentes possibilidades.
Os problemas que continuam sem solução definitiva
A recuperação recente não elimina algumas preocupações.
A primeira é a instabilidade de desempenho. O time alternou goleadas, empates e derrotas pesadas em um intervalo curto.
A segunda está relacionada à dependência de organização coletiva. Quando o Atlético perde compactação ou intensidade, sua estrutura pode apresentar dificuldades.
A terceira envolve Julián Álvarez. A permanência do argentino ainda exige reconstrução de confiança e integração.
A quarta diz respeito à adaptação dos reforços. Jogadores importantes precisam compreender rapidamente as exigências do sistema de Simeone.
A quinta preocupação é a exigência física. A temporada europeia exigirá rotação, planejamento e disponibilidade de atletas.
O Atlético possui recursos para enfrentar esses desafios, mas ainda precisa demonstrar regularidade.
Conclusão: o Atlético está se recuperando, mas ainda não pode relaxar
Até 22 de setembro, o Atlético de Madrid apresenta uma temporada marcada por contrastes.
O início irregular revelou dificuldades de estabilidade, problemas ofensivos e uma crise envolvendo Julián Álvarez que ultrapassou os limites do futebol.
Ao mesmo tempo, as vitórias sobre Real Sociedad, Osasuna e Real Madrid mostraram que a equipe possui capacidade de reação e recursos para competir em alto nível.
Os reforços indicam um planejamento voltado à renovação de setores importantes, enquanto Simeone continua responsável por transformar esse conjunto de talentos em uma equipe equilibrada.
O maior desafio do treinador será manter a intensidade apresentada nos últimos jogos e garantir que o elenco esteja emocionalmente e fisicamente preparado para uma temporada longa.
Julián Álvarez ocupa papel central nessa equação. Se conseguir recuperar plenamente sua condição física e reconstruir a relação com o clube e a torcida, poderá voltar a ser uma das principais referências ofensivas do Atlético.
Mas o time não pode depender exclusivamente de sua recuperação.
A temporada exigirá contribuições coletivas, adaptação dos reforços, consistência defensiva e evolução na criação de oportunidades.
O Atlético mostrou que pode reagir. Agora, precisa provar que consegue sustentar essa reação.
