INACREDITÁVEL! Everton busca empate no último lance e arranca 2 a 2 do Manchester United em jogo eletrizante
Everton 2 x 2 Manchester United: empate eletrizante termina com gol de Maitland-Niles no último lance
Everton e Manchester United protagonizaram neste domingo um dos jogos mais movimentados da terceira rodada da Premier League 2026/27. No Hill Dickinson Stadium, os dois times ficaram no 2 a 2 em uma partida que parecia perdida para os donos da casa até os instantes finais. O Manchester United abriu vantagem com Bryan Mbeumo, viu Tyrique George empatar, voltou a ficar na frente com Benjamin Sesko e, quando a vitória parecia encaminhada, Ainsley Maitland-Niles apareceu com um golaço para decretar a igualdade. O resultado resumiu uma partida de muita intensidade, mudanças de cenário e grande reação do Everton.
O primeiro tempo começou com o Manchester United apresentando maior controle do meio-campo. Kobbie Mainoo, Youri Tielemans e Bruno Fernandes conseguiram circular a bola com velocidade e, durante alguns períodos, fizeram o Everton recuar. Aos oito minutos, Mbeumo recebeu um cruzamento de Luke Shaw e desviou de cabeça para Bruno Fernandes, que finalizou de primeira e acertou o travessão. Foi um aviso importante, porque a equipe visitante encontrava espaços principalmente pelo lado esquerdo e nas movimentações de Marcus Rashford.
O Everton, entretanto, foi crescendo aos poucos. Tyrique George era uma das principais armas ofensivas e demonstrava disposição para atacar o espaço nas costas da defesa. Thierno Barry também tentou incomodar a zaga do United, enquanto Kiernan Dewsbury-Hall e James Garner passaram a participar mais da construção. Aos 20 minutos, o Manchester United teve outra oportunidade perigosa quando Rashford ganhou de Merlin Röhl pela esquerda e cruzou rasteiro. Diogo Dalot passou pela bola e Matheus Cunha apareceu livre, mas bateu por cima.
Na reta final da primeira etapa, o Everton conseguiu pressionar mais. Merlin Röhl colocou uma bola precisa na área para Thierno Barry, que não conseguiu direcionar a cabeçada. O lance mostrou que o time de David Moyes tinha encontrado uma maneira de atacar com mais frequência. Apesar disso, o intervalo chegou sem gols. O equilíbrio do placar não significava, porém, que o jogo estivesse morno: os visitantes tinham controlado boa parte do meio, enquanto os anfitriões terminavam a etapa em crescimento.
A segunda metade começou com um golpe rápido do Manchester United. Aos 47 minutos, Bryan Mbeumo recebeu pela direita, cortou para dentro e, diante de pouca pressão, encontrou espaço para finalizar colocado. O chute rasteiro viajou até o canto mais distante de Jordan Pickford, que não conseguiu alcançar. O 1 a 0 premiou a movimentação ofensiva do atacante e colocou o Everton diante da necessidade de reagir imediatamente. O lance também evidenciou um problema defensivo dos donos da casa: Mbeumo teve liberdade demais para conduzir e escolher o canto.
O Everton respondeu aumentando a agressividade. Aos 60 minutos, Thierno Barry ganhou de Lisandro Martínez e finalizou, mas Luke Shaw apareceu para bloquear. Pouco depois, veio uma das defesas mais importantes do jogo: Matheus Cunha e Rashford combinaram em velocidade e Cunha recebeu em posição perigosa dentro da área. James Tarkowski apareceu no momento exato para fazer um desarme de carrinho e impedir o segundo gol do United. A intervenção manteve o Everton vivo.
David Moyes mexeu na equipe e a entrada de Jack Grealish aumentou a criatividade. Hayden Hackney também ganhou importância no segundo tempo, participando diretamente da reação. Aos 83 minutos, Hackney conduziu a jogada e encontrou Tyrique George pelo lado direito. O jovem atacante preparou o chute e soltou uma bomba que morreu no ângulo, sem chance para Senne Lammens. Foi um gol de enorme qualidade técnica e representou o primeiro grande momento individual de George na partida. O empate incendiou o estádio e mudou completamente a atmosfera.
O problema para o Everton é que a resposta do Manchester United foi imediata. Aos 87 minutos, Bruno Fernandes encontrou Luke Shaw avançando pelo corredor. O lateral conseguiu cruzar para a área, onde Benjamin Sesko apareceu livre entre os defensores. O atacante subiu e cabeceou com força. Pickford ainda tocou na bola, mas não conseguiu evitar que ela entrasse. O 2 a 1 parecia colocar o United novamente no controle e transformar a reação do Everton em uma tentativa desesperada nos minutos finais.
Só que a história ainda guardava um capítulo decisivo. O Everton continuou atacando, empurrado por sua torcida, e conseguiu uma sequência de bolas na área. Já nos acréscimos, aos 95 minutos, a bola sobrou para Ainsley Maitland-Niles em posição central, aproximadamente a 30 jardas da meta. O recém-chegado ao Everton não pensou duas vezes: acertou um chute violentíssimo, que viajou em direção ao ângulo e deixou Lammens sem qualquer possibilidade de defesa. O gol de estreia do jogador foi também o último grande lance da partida e provocou uma explosão no estádio. Kiernan Dewsbury-Hall foi apontado como o responsável pela assistência no lance decisivo.
O 2 a 2 deixou sentimentos diferentes para os dois lados. Para o Everton, foi um ponto conquistado na base da persistência. A equipe chegou a estar duas vezes atrás no placar e não desistiu, encontrando nos jogadores que saíram do banco uma parte importante da reação. George foi decisivo pelo golaço do empate, Hackney participou da construção e Maitland-Niles decidiu com uma finalização espetacular. A atuação também mostrou a força de Branthwaite e Tarkowski em momentos nos quais a defesa precisou suportar a pressão visitante.
Para o Manchester United, o empate teve gosto amargo. A equipe conseguiu ficar duas vezes à frente e parecia ter a vitória nas mãos depois do cabeceio de Sesko. Mbeumo novamente mostrou capacidade para decidir, enquanto Fernandes e Shaw participaram da jogada do segundo gol. Entretanto, a equipe não conseguiu controlar os minutos finais e permitiu que o Everton acumulasse pressão. A falta de proteção no lance de Maitland-Niles acabou sendo determinante.
No fim, o placar refletiu a persistência do Everton e a frustração do United, em uma tarde marcada por gols decisivos, emoção e reviravoltas até o último segundo.
